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sábado, 14 de janeiro de 2012

O caráter do facebook

Ética, tod@s nós sabemos, vem de éthos (a morada interior). Tem, portanto, tudo a ver com casa, lar, aquilo que está entre (nossos) muros e que revela nossa verdadeira face, pois nosso lar sempre é (ou deveria ser) a nossa cara.
Esse, a meu ver, o caráter do facebook: um espaço (ainda que virtual) que ocupamos ou, se preferirem, um livro com a nossa cara, que abrimos a amig@s, como um locus em que a possibilidade de trocar comentários - e (não tão) eventuais curtições – foi a fórmula encontrada para que possamos visitar e ser visitados por aquel@s a quem prezamos e respeitamos.
O Mural, a meu ver, representa(ria) as paredes da sala de visitas, na qual penduramos “nossos” quadros ou, se virmos o facebook como um livro autobiográfico, o lugar reservado às ilustrações que escolhemos com carinho, de acordo com nosso senso estético, que muitas vezes difere em número e grau daquele de noss@s amig@s que, não obstante, continuamos a estimar.
O que quero dizer, com humildade – e espero ser compreendida por aquel@s que inadvertidamente aborreci – é que às vezes não penduramos em nossas paredes as telas que recebemos de presente, pois nem sempre combinam com nosso estilo, o que não desmerece o presente que ficará guardado em lugar seguro (nosso coração) para uso oportuno.
Enfim, quer consideremos as redes sociais em seu sentido original de serviços comunitários (engajadas), quer como uma troca de conhecimentos (um livro), um mero lócus virtual de relacionamentos ou recreação, ou, enfim, como a nossa casa/cara, devemos sempre lembrar que toda rede é formada por nós górdios...
Namastê.