A sociedade extremamente competitiva e consumista na qual estamos todos inseridos, devido a uma noção cultural que põe ênfase no “ter” e não no “ser”, faz com que determinemos nossos estados interiores pelas circunstâncias, sem que nos apercebamos que os “focos de perturbação” que não nos permitem ser felizes, estão dentro de nós.
Assim, empobrecemos cada vez mais nossas relações conosco mesmos e com os outros, acreditando (ou fingindo acreditar, para preservar nossa auto-imagem) que somos “os melhores” e que temos o direito de ganhar todas as competições e de consumir (no sentido de usar e abusar) tudo que é colocado à “nossa” disposição.
É essa educação egocêntrica que transmitimos a nossos filhos: – “Se perder, agrida”; “Se for agredido, revide”; e assim por diante. E esperamos realmente que eles sejam felizes! Mas como pode ser feliz quem transforma em adversários os companheiros deste incrível “jogo divino” que é a vida? Como pode ser respeitado quem não respeita o outro? Como pode alguém ser tão simplório a ponto de pensar que deve ganhar sempre?
Convenhamos: “não é por aí!”. Melhor parar com essa megalomania geradora de frustrações, com essa violência que só faz gerar mais violência, com essa falsa expectativa de que o mundo é do mais forte, mais rico, mais agressivo. Essa visão destrói o sentido comunitário, amplia os preconceitos, alimenta os focos de perturbação interna que todos sentimos em maior ou menor grau e que se revelam em forma de rancor, inveja, ciúme, medo e insegurança, entre tantas dores da alma.
Traduzir esses sentimentos é o primeiro passo para nos conhecermos interiormente e a melhor maneira de compreender as outras pessoas, independente de sua raça, cor, idade, sexo, crença ou profissão. Como alerta minha eterna conselheira Dona Nena – a quem já tive oportunidade de apresentar aos leitores da Gazeta -, respeitar o outro, seja ele ou ela quem for, e aqui se inserem os animais e a própria Natureza, é a única maneira de sermos respeitados.
Publ. no Jornal Gazeta do Ipiranga, edição de 16/07/2010, pág. C-10
sábado, 17 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Remição
Re mi do
do si
do fa la do
sol do,
fa do
fa la do
sol, do
do re mi, do
fa sol la si.
* Possibilidades hermenêuticas (da literal à anagógica):
1 - do - Livre dos problemas que me atormentavam, volto a poetizar.
2 - re - Desbravando arquétipos (em busca do Self).
3 - mi - O carma e o dharma.
4 - fa - (De)grau da consciência (além do ego).
5 - sol - Reinações do Chacra Laríngeo
6 - la - Trono de Krishna/Olho de Shiva
7 - si - Transcendência (das trevas à Luz).
** Para Eugênia, Patrícia, Maristela, Cristina,Sílvia, Alzira e outras 'desbravadoras'.
do si
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* Possibilidades hermenêuticas (da literal à anagógica):
1 - do - Livre dos problemas que me atormentavam, volto a poetizar.
2 - re - Desbravando arquétipos (em busca do Self).
3 - mi - O carma e o dharma.
4 - fa - (De)grau da consciência (além do ego).
5 - sol - Reinações do Chacra Laríngeo
6 - la - Trono de Krishna/Olho de Shiva
7 - si - Transcendência (das trevas à Luz).
** Para Eugênia, Patrícia, Maristela, Cristina,Sílvia, Alzira e outras 'desbravadoras'.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Atendimento médico-hospitalar
Em depoimento postado em de 27 de abril de 2009 sob o título “Epopéia médico-hospitalar” – ao qual remeto os leitores interessados -, entendi oportuno deixar pública uma experiência vivida no Hospital de Cardiologia TotalCor, que à época julguei surpreendente, em função da sempre criticada questão da Saúde no Brasil.
Pois bem, há exatamente uma semana, me vi na contingência de estar novamente “hospedada” naquela Unidade, agora como acompanhante de meu companheiro, internado subitamente com um problema renal. Uso o verbo “hospedar” propositalmente, porquanto, de fato, o investimento no humano, sem qualquer descuido das providências técnicas necessárias à pronta recuperação dos pacientes, caracteriza o atendimento desse Hospital.
Acredito, feliz ou infelizmente, poder “falar de cátedra” sobre o assunto internação hospitalar, pois (como paciente ou acompanhante), nas últimas cinco décadas, inúmeras foram minhas “estadias forçadas” nos vários hospitais de São Paulo, seja em caráter particular ou conveniado e, a bem da verdade, devo dizer que, na maioria das vezes o atendimento recebido deixou muito a desejar no quesito humano.
Assim, acredito de justiça agradecer e elogiar o empenho de atendentes, enfermeiros e médicos do TotalCor, no sentido de oferecer um atendimento rápido, competente e respeitoso aos conveniados da Amil Saúde – Administradora do Hospital.
Durante a rápida internação, recebemos várias vezes no quarto a visita gentil do funcionário Cristiano Pita de Freitas, que se encarregou de tornar mais confortável e amena nossa permanência, inclusive disponibilizando Revistas e Jornais do dia (à nossa escolha). Deixo de elencar outros nomes, receando pecar por omissão, já que não menos atencioso foi o atendimento de praticamente todas as funcionárias.
Logo após a alta-médica, assinada pelo atencioso Dr. Antonio Luiz Monteiro Galas, - que nos entregou e explicou os resultados de todos os exames realizados -, o Sr. Cristiano que previamente nos havia informado que também teríamos direito a traslado gratuito, nos ofereceu uma refinada cesta de frutas e nos acompanhou até o carro confortável que nos levou de volta à nossa casa, onde, cinco dias após recebemos uma ligação do Hospital, indagando sobre o estado de saúde de meu marido.
Meus cumprimentos a toda a equipe do TotalCor, referência em atendimento médico-hospitalar.
Pois bem, há exatamente uma semana, me vi na contingência de estar novamente “hospedada” naquela Unidade, agora como acompanhante de meu companheiro, internado subitamente com um problema renal. Uso o verbo “hospedar” propositalmente, porquanto, de fato, o investimento no humano, sem qualquer descuido das providências técnicas necessárias à pronta recuperação dos pacientes, caracteriza o atendimento desse Hospital.
Acredito, feliz ou infelizmente, poder “falar de cátedra” sobre o assunto internação hospitalar, pois (como paciente ou acompanhante), nas últimas cinco décadas, inúmeras foram minhas “estadias forçadas” nos vários hospitais de São Paulo, seja em caráter particular ou conveniado e, a bem da verdade, devo dizer que, na maioria das vezes o atendimento recebido deixou muito a desejar no quesito humano.
Assim, acredito de justiça agradecer e elogiar o empenho de atendentes, enfermeiros e médicos do TotalCor, no sentido de oferecer um atendimento rápido, competente e respeitoso aos conveniados da Amil Saúde – Administradora do Hospital.
Durante a rápida internação, recebemos várias vezes no quarto a visita gentil do funcionário Cristiano Pita de Freitas, que se encarregou de tornar mais confortável e amena nossa permanência, inclusive disponibilizando Revistas e Jornais do dia (à nossa escolha). Deixo de elencar outros nomes, receando pecar por omissão, já que não menos atencioso foi o atendimento de praticamente todas as funcionárias.
Logo após a alta-médica, assinada pelo atencioso Dr. Antonio Luiz Monteiro Galas, - que nos entregou e explicou os resultados de todos os exames realizados -, o Sr. Cristiano que previamente nos havia informado que também teríamos direito a traslado gratuito, nos ofereceu uma refinada cesta de frutas e nos acompanhou até o carro confortável que nos levou de volta à nossa casa, onde, cinco dias após recebemos uma ligação do Hospital, indagando sobre o estado de saúde de meu marido.
Meus cumprimentos a toda a equipe do TotalCor, referência em atendimento médico-hospitalar.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Premência
Se a vida se impõe com violência
enfrentemo-la com veemência
para que perca a virulência
e não nos leve à demência
latência...da existência.
enfrentemo-la com veemência
para que perca a virulência
e não nos leve à demência
latência...da existência.
terça-feira, 29 de junho de 2010
FECHADO PARA BALANÇO
Antes do advento dos Shopping Centers e da Internet no Brasil, era comum nos depararmos com tabuletas afixadas nos estabelecimentos comerciais com a informação: “FECHADO PARA BALANÇO”. Meus pais e avós, comerciantes na região do Ipiranga desde os anos 30, costumavam pedir a colaboração dos mais jovens, nesse controle (manual) das perdas e ganhos, em especial após fases de movimento mais intenso.
Estante por estante, procedíamos a uma faxina generalizada e contávamos a mercadoria, separando e remarcando preços nas peças que se adaptavam à segunda importante etapa da vida comercial - a “Queima de Estoque” -, preparatória de uma nova etapa: o lançamento das novidades que compunham a “última moda”. Meu pai, um exemplo de desapego de bens materiais, praticamente “torrava” algumas mercadorias para torná-las accessíveis aos mais desfavorecidos, chegando ao limite de distribuir-lhes, gratuitamente, alimentação e medicamentos, levando-nos quase à falência.
Interrompendo essas lembranças, Dona Nena, conselheira sempre atenta às minhas elucubrações mentais, insinua: - “Percebe a metáfora?”. – “Sim, querida, percebo. Após uma fase prenhe de intenso movimento físico e emocional ‘fechei para balanço’ meu estabelecimento intelectual, tentando ‘faxinar as estantes do self’ e separando dores para uma ‘queima do estoque de sofrimento’, como preparação de uma nova etapa.”
Nesse controle (mental) de perdas e ganhos, analiso os porquês (das perdas) e descubro minha própria participação nas situações – talvez um certo despreparo para enfrentar as peças que a vida nos prega. Assim, conclui ser de bom alvitre pedir ‘concordata intelectual’ para poder continuar a trabalhar e saldar as dívidas contraídas com a cultura de Paz que abracei. Não cheguei à falência, porque sei que posso contar com o precioso apoio de credor@s (leia-se leitor@s), que acreditam na potencialidade curativa da imaginação.
Enfim, esse ‘blá-blá-blá’ filosófico foi a forma que encontrei de pedir desculpas pelo semi-abandono a que ficou (uma vez mais) relegado o blog, premida que estive por circunstâncias que (quase) fugiram a meu controle. Reabro, pois, meu “estabelecimento cultural”, embora ainda sob ‘regime falimentar’ oferecendo humildemente a tod@s meus parcos conhecimentos. Quiçá as (tormentosas) experiências que vivi recentemente possam de alguma forma nos ser úteis a tod@s. Envidarei esforços nesse sentido.
Namastê.
Estante por estante, procedíamos a uma faxina generalizada e contávamos a mercadoria, separando e remarcando preços nas peças que se adaptavam à segunda importante etapa da vida comercial - a “Queima de Estoque” -, preparatória de uma nova etapa: o lançamento das novidades que compunham a “última moda”. Meu pai, um exemplo de desapego de bens materiais, praticamente “torrava” algumas mercadorias para torná-las accessíveis aos mais desfavorecidos, chegando ao limite de distribuir-lhes, gratuitamente, alimentação e medicamentos, levando-nos quase à falência.
Interrompendo essas lembranças, Dona Nena, conselheira sempre atenta às minhas elucubrações mentais, insinua: - “Percebe a metáfora?”. – “Sim, querida, percebo. Após uma fase prenhe de intenso movimento físico e emocional ‘fechei para balanço’ meu estabelecimento intelectual, tentando ‘faxinar as estantes do self’ e separando dores para uma ‘queima do estoque de sofrimento’, como preparação de uma nova etapa.”
Nesse controle (mental) de perdas e ganhos, analiso os porquês (das perdas) e descubro minha própria participação nas situações – talvez um certo despreparo para enfrentar as peças que a vida nos prega. Assim, conclui ser de bom alvitre pedir ‘concordata intelectual’ para poder continuar a trabalhar e saldar as dívidas contraídas com a cultura de Paz que abracei. Não cheguei à falência, porque sei que posso contar com o precioso apoio de credor@s (leia-se leitor@s), que acreditam na potencialidade curativa da imaginação.
Enfim, esse ‘blá-blá-blá’ filosófico foi a forma que encontrei de pedir desculpas pelo semi-abandono a que ficou (uma vez mais) relegado o blog, premida que estive por circunstâncias que (quase) fugiram a meu controle. Reabro, pois, meu “estabelecimento cultural”, embora ainda sob ‘regime falimentar’ oferecendo humildemente a tod@s meus parcos conhecimentos. Quiçá as (tormentosas) experiências que vivi recentemente possam de alguma forma nos ser úteis a tod@s. Envidarei esforços nesse sentido.
Namastê.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
NÓ GÓRDIO V
Em Nó Górdio IV, postado em 25 de agosto de 2009, abordei a questão da rotina como algo que embaraça nossos passos, condenando-nos à repetição e ao monólogo, embora nos aflore com uma enganadora sensação de segurança. Ao final, deixei como proposta de reflexão a seguinte pergunta: “Afinal, estamos condenados a nos repetir ad eternum ou a rotina (de pensamentos, palavras ações e meras atitudes semi-automáticas do cotididano) seria mais um nó górdio a ser desatado?”.
Ao reler, agora, os comentários à série de Artigos “Nó Górdio”, percebo que a jornalista Maristela Ajalla já havia proposto, em 27/05/2009, uma interessante “saída” para a ambiguidade da questão, ao lembrar que: "Se existem possibilidades de desenroscos dos passos do passado, só mesmo com novos enroscos nos passos do presente” (pois) “O enroscar é um ciclo... o coro das Moiras”.
O fato é que, acreditando poder nos desembaraçar da rotina estafante, muitas vezes somos colhidos nas tramas da imensa teia de relacionamentos que a todos envolve – já que o mundo nada mais é do que uma complexa rede de experiências, saberes e relações – e, inadvertidamente, acabamos aprisionados em algum novo “nó” caprichosamente apertado pelas artesãs do destino humano.
Melhor seria contentarmo-nos com as tediosas pequenas agruras do cotidiano rotineiro? Seria nosso desejo de transcendência uma afronta às determinações das deusas que, enfurecidas, criariam um sobre-acúmulo de nós górdios ao acionar a roda da Fortuna, de forma a emaranhar ainda mais os fios que traçam nossos destinos? Seríamos nós, afinal, meros joguetes em mãos de prepotentes demiurgos ou as mazelas em que nos envolvemos – seja na passividade da rotina, seja na tentativa de afrontar o destino – devem ser debitadas a nós própri@s, nossos pensamentos, palavras, ações e omissões?.
Desculpem-me @s leitor@s o afastamento involuntário das postagens neste blog – menina de meus olhos de tudo que escrevinho -, mas, como espero ter deixado claro, fui levada (durante os últimos tempos) de roldão por mares revoltos, nunca dantes navegados. Questões de toda ordem se apresentaram, impondo cuidados e afazeres, mas, perdoem-me as Senhoras do Destino, não me renderei enquanto as forças vitais não abandonarem meu corpo (mesmo que cansado e dolorido) e minh’alma prenhe ainda de inspiração.
Ao reler, agora, os comentários à série de Artigos “Nó Górdio”, percebo que a jornalista Maristela Ajalla já havia proposto, em 27/05/2009, uma interessante “saída” para a ambiguidade da questão, ao lembrar que: "Se existem possibilidades de desenroscos dos passos do passado, só mesmo com novos enroscos nos passos do presente” (pois) “O enroscar é um ciclo... o coro das Moiras”.
O fato é que, acreditando poder nos desembaraçar da rotina estafante, muitas vezes somos colhidos nas tramas da imensa teia de relacionamentos que a todos envolve – já que o mundo nada mais é do que uma complexa rede de experiências, saberes e relações – e, inadvertidamente, acabamos aprisionados em algum novo “nó” caprichosamente apertado pelas artesãs do destino humano.
Melhor seria contentarmo-nos com as tediosas pequenas agruras do cotidiano rotineiro? Seria nosso desejo de transcendência uma afronta às determinações das deusas que, enfurecidas, criariam um sobre-acúmulo de nós górdios ao acionar a roda da Fortuna, de forma a emaranhar ainda mais os fios que traçam nossos destinos? Seríamos nós, afinal, meros joguetes em mãos de prepotentes demiurgos ou as mazelas em que nos envolvemos – seja na passividade da rotina, seja na tentativa de afrontar o destino – devem ser debitadas a nós própri@s, nossos pensamentos, palavras, ações e omissões?.
Desculpem-me @s leitor@s o afastamento involuntário das postagens neste blog – menina de meus olhos de tudo que escrevinho -, mas, como espero ter deixado claro, fui levada (durante os últimos tempos) de roldão por mares revoltos, nunca dantes navegados. Questões de toda ordem se apresentaram, impondo cuidados e afazeres, mas, perdoem-me as Senhoras do Destino, não me renderei enquanto as forças vitais não abandonarem meu corpo (mesmo que cansado e dolorido) e minh’alma prenhe ainda de inspiração.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Trabalho Voluntário
Toda ação humana requer algum tipo de esforço, de vontade, de construção. Seja físico, intelectual ou artístico, o fato é que o trabalho faz parte do cotidiano de, praticamente, todos os seres humanos, embora seja dito a bem da verdade, que algumas pessoas trabalham bem mais do que outras.
Construir uma vida, uma família, uma empresa, um clube, requer muita dedicação, num trabalho constante de amor e, nesse sentido, o Dia do Trabalho – em que pese a importância das reivindicações trabalhistas - poderia hoje também ser visto como uma espécie de celebração do próprio viver, uma homenagem aos homens e mulheres de todos os quadrantes, que anônima e heroicamente formaram a Cultura e a História humanas.
A luta pela sobrevivência que, de uma forma ou de outra, nos envolve a todos, não pode ser o único sentido da vida. Doar-se, num trabalho de amor desinteressado – a par do merecido descanso e lazer que todos merecemos –, visando melhor qualidade de vida para todas as pessoas, é doar a si próprio um novo sentido para o viver. Esse o porquê do Trabalho Voluntário.
Trabalho cansa, mas não estressa. O que estressa é nosso interior não trabalhado. É também, perceber a indiferença no olhar das pessoas, ante tantas causas de interesse comum – às vezes vitais, como a questão do meio-ambiente, que já nos afeta a olhos vistos. E não se diga que não temos tempo ou competência para fazer a nossa parte, pois cada um de nós é um universo de riquezas inexploradas. Por outro lado, é voz corrente que quando precisamos de ajuda, devemos pedir a quem é muito ocupado, pois o tempo nada mais é do que uma convenção (ou desculpa) encontrada pelos seres humanos para justificar sua trajetória na Terra.
Enfim, sejamos homens ou mulheres, jovens ou idosos, navegamos todos no mesmo barco a singrar esses mares revoltos dos relacionamentos, embora nem sempre nos apercebamos de que se houver um naufrágio ficaremos todos à deriva. Esse o caráter do trabalho voluntário: ajudar a equilibrar o barco – seja ele representado por uma comunidade específica ou por toda a humanidade.
Publ. in Revista do Cay nº 150, maio/junho - 2010, pág. 5.
Construir uma vida, uma família, uma empresa, um clube, requer muita dedicação, num trabalho constante de amor e, nesse sentido, o Dia do Trabalho – em que pese a importância das reivindicações trabalhistas - poderia hoje também ser visto como uma espécie de celebração do próprio viver, uma homenagem aos homens e mulheres de todos os quadrantes, que anônima e heroicamente formaram a Cultura e a História humanas.
A luta pela sobrevivência que, de uma forma ou de outra, nos envolve a todos, não pode ser o único sentido da vida. Doar-se, num trabalho de amor desinteressado – a par do merecido descanso e lazer que todos merecemos –, visando melhor qualidade de vida para todas as pessoas, é doar a si próprio um novo sentido para o viver. Esse o porquê do Trabalho Voluntário.
Trabalho cansa, mas não estressa. O que estressa é nosso interior não trabalhado. É também, perceber a indiferença no olhar das pessoas, ante tantas causas de interesse comum – às vezes vitais, como a questão do meio-ambiente, que já nos afeta a olhos vistos. E não se diga que não temos tempo ou competência para fazer a nossa parte, pois cada um de nós é um universo de riquezas inexploradas. Por outro lado, é voz corrente que quando precisamos de ajuda, devemos pedir a quem é muito ocupado, pois o tempo nada mais é do que uma convenção (ou desculpa) encontrada pelos seres humanos para justificar sua trajetória na Terra.
Enfim, sejamos homens ou mulheres, jovens ou idosos, navegamos todos no mesmo barco a singrar esses mares revoltos dos relacionamentos, embora nem sempre nos apercebamos de que se houver um naufrágio ficaremos todos à deriva. Esse o caráter do trabalho voluntário: ajudar a equilibrar o barco – seja ele representado por uma comunidade específica ou por toda a humanidade.
Publ. in Revista do Cay nº 150, maio/junho - 2010, pág. 5.
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